segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O regresso...


Voltou tudo (ou quase tudo) de férias com energia redobrada. As cores do verão, os quilos a mais de tanta churrascada e bola de berlim, o olhar perdido no horizonte com saudades da areia ou da montanha... olham para nós com a cumplicidade estranha de quem partilhou experiências ainda que não no mesmo destino.

O encanto é logo quebrado quando o interlocutor, ainda não tão queimado, diz "eu não fui de férias... só lá para Outubro". O (ex) veraneante transforma-se. Começa logo a perguntar como estão as coisas, que tal vai o negócio e o que há de novo. A cara muda e o olhar relaxado e disperso transforma-se em algo próximo a "vamos lá mostrar preocupação e seriedade agora que voltamos à vida real".

Ainda ontem a Fátima dizia que os primeiros quinze dias de Setembro são muito maus. Mesmo MUITO maus. Concordo a 100%. Os pais não sabem o que fazer em Lisboa com as crianças ainda sem escola, o transito volta a ser o caos de sempre e a depressão pós verão (ou pré inverno) instala-se na maioria dos lares... o calor continua lá fora mas o tempo e os afazeres não permitem voltar à praia (mesmo que ela esteja do outro lado da rua...).

É por isso que, de regresso ao trabalho, todos se entregam de corpo e alma às tarefas que abandonaram, hibernando, até ao próximo ano, a fera de verão em que se transformaram escassas semanas antes. Os piores são aqueles que se desunham em sucessivos pedidos de reunião, de ponto de situação ou outras. É como se a vida tivesse parado enquanto todos estavam a banhos. Para isso há que recomeçar por algum lado e nenhum melhor que o esquema das reuniões: para anunciar, expressa e visivelmente, que estamos de volta, somos imprescindiveís e não abdicámos do poder/cargo/funções que tinhamos só porque cedemos à tentação e metemos os pés na areia... Assim, pouco a pouco, começamos a preencher uma agenda que se viu vazia. Misteriosa, assustadora e perigosamente vazia.

A todos estes e como homenagem, deixo a nota anexa e um conselho: Pensem mais na praia (mesmo que não estejam de férias) e menos no show no trabalho... eu, que ainda não fui a banhos, garanto que resulta.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

19 Agosto II

Puntillitas, revueltos, boquerones... para o ano há mais!




































terça-feira, 18 de agosto de 2009

19 de Agosto



Parabéns Mikito! Hoje fazes anos.

Ainda não sei muito bem se Cabul, com as suas linhas telefónicas malucas, nos vai deixar falar por isso decidi escrever-te este post. É sobre algo que há muito queria dizer e reconhecer e, sinceramente, não vejo melhor maneira de o fazer que esta.
Tem a ver com a Estudantina Universitária de Lisboa, a tua vida, a minha e a de toda a familia.
Lembro-me que a Estudantina apareceu, vinda não sei bem de onde, ainda nos tempos de Faculdade. Ouvia-te falar dela em casa, dos diversos amigos que por lá passavam, das musicas, dos ensaios e concertos. Dos caloiros que chegavam e daqueles que, por uma ou outra razão, deixavam de fazer parte. Assisti a espectaculos e participei de jantares até um ponto em que, confesso, cheguei a enjoar a Estudantina.
Acho que para isso contribuiu o facto de lá em casa se ouvirem até à exaustão e pela tua mão os CDs com os ensaios próprios, aqueles com versões das outras tunas e as gravações (não sei se ilicitas mas feitas com gravadores de baixa qualidade) de espectaculos por esse país fora. Ouvi as histórias das viagens (o "Uma bez, binha eu da Xuicha...", os desmaios em Passofundo, os encontros com outros VIPs nos festivais...) e não me cansei de dizer que mais pareciam uma seita religiosa (tudo em honra do Deus Bandolim) que um grupo musical.
Nessa altura via a Estudantina como "aqueles fundamentalistas dos acordes perfeitos" que nos olhavam simpaticamente, a nós - pobres mortais com vozes sofriveis, com profunda condescendencia. A verdade é que eu também adorava a vossa musica... mas tanto também era demais! e ter de ficar sentado (sob pressão tua... fisica!) a ouvir pela trigésima vez os "graves" (ou seriam os agudos?) de um qualquer solista de outra Tuna... era dose! Por vezes dava comigo a pensar se o enjoo não seria provocado também por um ataque de ciumes ao ver o meu irmão mais novo num caminho próprio. Enfim...
Duvidas e questões à parte, o que é certo é que a Estudantina, com o tempo, passou a estar presente em qualquer festa ou comemoração familiar, fosse aniversário, baptizado, casamento ou mera reunião ocasional. Certo como o IRS, nesses festejos saia cantoria da grossa.
Em casa ou num restaurante, finalizadas as sobremesas, lá surgia o medley ensaiado a solo ou em conjunto pelo grupo. Era uma espécie de tradição que se cumpria religiosamente e que, tenho a certeza, não deixava ninguém indiferente.

Acho que falo por todos quando digo que associamos alguns desses festejos à presença (ou não) da vossa musica. Quem pode esquecer a Serenata da Estudantina, já de madrugada, no baptizado do Antonio na Marmeleira (durou até as 4 da manhã com a Abuela Herminia a resistir estóicamente)? Ou a entrada da Caia na Igreja da Graça ao som do "Infante"? E as dezenas de Parabéns cantados a mais de duas vozes em igual numero de festas de aniversário?
Mais. Graças à Estudantina uma das primeiras palavras que o Antonio Maria disse foi "microfone" (ou, na sua linguagem internacional, "Mikito John"...) e não me admira nada que o Francisquinho consiga já marcar o ritmo numa caixa de fósforos...
Posso dizer que gastei "A Viagem" de ouvi-la tanto no Brasil. Chorava baba e ranho sempre que relembrava a familia, os amigos, a cidade, o país... Lavava a alma com aqueles acordes e a tua voz.

Acho que nem tu nem a Estudantina fazem ideia de como aquelas musicas, que também são tuas, influenciaram (e ainda influenciam) as nossas vidas. A minha, pela companhia que sempre me fizeram. A tua, por te terem transformado no Ali de hoje. A de todos, porque as vemos como a verdadeira banda sonora de uma familia, sempre presente nos momentos importantes.

Sei que todos quantos fazem parte desse grupo de cantorias são como uma segunda familia para ti e isso deixa-me feliz. Também eu os sinto assim e os reconheço como parte nossa.

Por tudo isto e muito mais a tua prenda, este ano e por razões óbvias de distância, é este reconhecimento. Prometo que hoje, se houver cantoria e como redenção, não vou desafinar. E no próximo ano, nesta mesma data e contigo presente, podes ter a certeza que vou conseguir cantar até ao fim sem descer um tom. De qualquer forma, com ou sem cantoria, um brinde por ti está mais do que garantido!

Beijos Enormes.

Eu

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Festa Branca

Fostos da festa Branca. Próxima ediçao será "Black is Back" a pedido expresso do Salvador...





sábado, 8 de agosto de 2009

SMS

Faz hoje uma semana tivemos cá em casa a festa branca. Enviámos convites por SMS para 200 amigos e conhecidos convocando-os para a festa de verão no sábado seguinte, a partir das 19. Referia-se que podiam vir logo depois da praia e que o Dress code era branco. Obviamente, pediamos confirmação.

Tivemos o cuidade de enviar o SMS no sábado anterior para que todos tivessem tempo de se organizar e esperava receber respostas durante a semana. O que é certo é que das 200 pessoas, 50 responderam que vinham, outras 30 recusaram devido a programas já combinados ou inicio de férias e as outras 120... nada. Nem sim, nem não, nem sinal de vida... nada.

Organizar uma festa, com jantar, para 200 pessoas não é coisa fácil. É preciso contratar pessoas para apoio de bar e mesa, comprar bebidas, gelo, comida, decoração... Tudo isso durante a semana anterior. Mais dificil ainda é fazer toda esta programação sem saber ao certo quantas pessoas virão... porque 60% do povo não disse nada. Nem sim, nem não, nem sinal de vida, nada.

Na véspera da festa recebi outros 20 simpáticos SMS de pessoas dizendo que não vinham (o que me levou a pensar que certamente teriam programa melhor para o dia seguinte) mas os restantes 100 continuaram mudos e calados. Confesso que nada me surpreendeu mais do que esta ausência. Numa época em que somos inundados por emails em cadeia (com imagens religiosas e maldições horriveis em caso de interrupção do elo) e sms virais (desejando feliz natal, feliz carnaval e boas férias), a falta do envio de uma simples mensagem de resposta dizendo "sim" ou "não" (até o obrigado podia ser dispensado...) é algo que me ultrapassa. Ou talvez seja este precisamente o segredo da coisa: estamos tão habituados às mensagens "cliché" e aos programas comuns que qualquer coisa fora do esquema habitual (como uma festa de verão, vestidos de branco e no Meco) nos deixa sem resposta... Só pode ser isso.

O que é certo é que tudo foi pensado na base da estatistica e consideradas 100 presenças (entre os que confirmaram, aqueles que viriam sem confirmação e outros por acréscimo). Bingo! apareceram 100 que estiveram até às 4 da manhã com uma animação nunca vista. DJ Piri nos comandos da Juke Box, Barmaid Ana Mantero a invadir o bar a partir das duas e Salvador, como sempre, à procura de alguma migalha perdida no chão.

Em suma, a festa foi um sucesso e para o ano tem de se repetir. Não sei se seria mais ou menos divertida se tivessem vindo todos os 200 iniciais. O que sim sei é que quem perdeu foram eles: perderam a festa, o convivio e, provavelmente, um novo convite. Logo se vê...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Snobery

Estamos rodeados de "Snobs".

Ouvi no outro dia alguém dizer que os snobs de hoje nada têm a ver com aqueles ingleses chatos, latifundiários, personagens do inicio do século passado. Não. Os snobs de hoje, além de mais globalizados (Inglaterra seria pequena para abarcar tantos) são também muito mais democráticos. Não pertencem a uma classe social especifica.

Reconhecem-se como aqueles que pegam numa pequena parte de nós e, por essa caracteristica, nos definem como um todo. Partem do particular para o geral com uma velocidade estonteante. Isto é tanto mais verdade se estivermos a falar de profissões ou actividades. Enquanto os velhos snobs se limitavam a tirar ilações por causa da condição social, os actuais pintam o nosso retrato com só dizer o que fazemos para ganhar a vida. A resposta à pergunta "o que é que tu fazes?" pode dar origem às melhores conversas ou às piores reacções.

Senti isto na pele durante o meu curso de pintura na ESBAL, há 3 anos atrás.

Frequentei-o durante 1 ano em horário pós laboral (terças e quintas das 21H às 23H). Era o unico facilmente conciliável com o meu trabalho (na época) no Ministério. A turma tinha 30 pessoas de diferentes idades, backgrounds, feitios. Enfim, eramos todos muito diferentes. Chegávamos à aula, pintávamos e nos intervalos trocavamos palavras de circunstância (principalmente sobre os trabalhos dos outros). Cheguei ao meio do ano lectivo sabendo pouco mais sobre os meus colegas que o nome e o gosto para a pintura. Era óptimo! Podia sempre fantasiar que aqueles que pintavam melhor que eu eram pintores profissionais, consagrados e com uma carreira dedicada ao assunto - por isso estavam num estágio superior das artes.

Um belo dia, por pressão directa dos mais "curiosos", o professor anunciou que, naquela aula, cada um se devia apresentar à turma. Bastava que dissesse o que fazia, quem era, do que gostava, que signo tinha, enfim... o que quisesse.

Com algum desgosto (gostava daquela sensação de "anonimato") lá comecei a ver cada um dos meus colegas desfiando porque estava ali, que signo tinha, onde tinha nascido e um sem fim mais de informações. A curiosidade era enorme mas aquilo que mais interesse despertava, pela qual todos faziam um silêncio sepulcral, era a profissão da vitima. Invariavelmente, quando acabavam as apresentações, surgiam comentários e exclamações sobre este ponto. Ouvia-se "és jurista do Banco Santander? que bom, tenho uma duvida sobre o meu empréstimo... já falamos no intervalo" ou "Curioso seres médico dentista... ando com um problema num dente..." ou "Trabalhas na Camara de Lisboa? vou enviar-te o CV da minha afilhada... nunca se sabe!".

Havia sempre um assunto a tratar, algo de interessante a fazer, algum trabalho a discutir... Por essa altura já estava em pânico: trabalhar num Gabinete Ministerial certamente criaria reacções, quanto mais não fosse para dizer mal "daqueles cabrões do Governo..."
Quando chegou a minha vez, tentando parecer o mais natural possivel, lá fui dizendo que era do signo gémeos, que tinha nascido em Espanha, que gostava muito de pintura (!) e que a minha profissão era... funcionário publico....

Horror dos horrores! Funcionário publico não despertou qualquer emoção, qualquer exclamação ou pedido a não ser a reacção de... "passemos ao seguinte que este não tem o minimo interesse".

A partir dessa data, e para descanso meu, fui totalmente desprezado pelos meus colegas. Continuávamos a discutir pintura e os trabalhos mas sentia-me uma espécie de leproso moderno com o qual ninguém se identificava ou queria contacto. Em suma, passei a ser o "Esnobado" numa turma repleta de modernissimos snobes. E vivam os tempos modernos!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A reunião


Há mais de 1 mês que um Senhor Mistério ligava diariamente para o escritório pedindo para falar com alguém sobre um projecto específico. Dizia que queria apresentar uma ideia, que já a tinha há mais de 10 anos e que por isso precisava discutir o assunto.


Depois de muita insistência (ligou todos os dias, falou com todas as secretárias e todas lhes davam as respostas mais disparatadas) lá lhe disseram que o responsável era eu. A partir daí a coisa ficou mais pessoal (dizia coisas como “então mas esse Senhor não trabalha? E ele não atende telefonemas? Está doente mas não volta?”) chegando ao ponto de, para preservar a sanidade mental de todos (já ninguém conseguia inventar desculpas), ter resolvido marcar a reunião.


Hoje foi o dia D.

O primeiro impacto foi genial. Quando uma das secretárias o foi buscar à recepção e pediu para a acompanhar o único comentário foi “sim, sim… eu acompanho-a. Quer dizer: acompanho-a desde que não seja para um sítio mau…”. Já na sala, quando lhe ofereceram café, disse preferir um whisky com gelo. E até elogiou a “decoração” de quem o acompanhou…

Claro que, com este inicio, contado às pressas antes de entrar no local da reunião, a coisa prometia.

Vinha impecavelmente vestido com umas calças azuis de linho e uma camisa igualmente azul mas mais clara, sem gravata. O pouco cabelo branco (comprido) e os óculos enormes e graduados davam-lhe um ar de reformado ainda no activo (se é que isto é possivel). Os primeiros dez minutos passaram dissertando sobre o que tinha feito na vida (desde empregado de mesa até dono de restaurante em cascais) e como tinha subido a pulso.


Pelo meio deixava dicas de como controlava a situação. “Conhece bem Lisboa?” perguntou-me a dada altura. Respondi (a medo) que sim, que morava cá desde os 18 (achei que não valia a pena confundi-lo com períodos de ausência da capital) e que conhecia bem Lisboa, ao que ele, depois de responder “então não conhece Lisboa…”, aproveitou para começar a falar de como, no antigamente, funcionavam os restaurantes da baixa, as esplanadas da Avenida da Liberdade e, a sua jóia da coroa, as diversões do parque Mayer. Segundo ele "aquilo era uma maravilha".


Percebi logo que era este o objecto da reunião: tinha de lhe deixar fazer um parque Mayer dentro do nosso projecto. Seria algo “cheio de restaurantes… com um teatro onde se ensaiariam revistas - que os clientes querem é ver as coristas… e com ourivesarias e lojas de lingerie… e uma pizzaria com objectos pendurados no tecto – semelhante a uma que viu nos EUA com motas, carros, ursos e palhaços – que circulariam por toda a área do restaurante graças a um sistema de calhas igual ao que existe para as cortinas nas enfermarias de Santa Maria (e que ele descobriu por acaso depois de um internamento de 3 dias devido a uma série de análises)”.


As ideias continuaram a surgir a uma velocidade vertiginosa e desarmante. Tive de lhe dizer que talvez não houvesse espaço para tudo aquilo porque a área comercial (o que sobraria do Hotel) era pequena e além disso o Hotel teria restaurante. Custou-me ver como, em fracções de segundo, caíram por terra todas aquelas ideias, todas as imagens das coristas a passear nas ruas, dos ursos pendurados no tecto e dos ranchos a ensaiar na praça principal. O meu projecto era demasiado pequeno e pouco ambicioso para todos aqueles sonhos.


Mas 85 anos e uma vida inteira dedicada a lutar certamente não o fariam desistir de conseguir algo. E nessa ocasião, levantando os olhos como se tivesse descoberto a chave do segredo, só o ouvi dizer “espere aí… disse que o Hotel tinha restaurante? Então está decidido: contrata-me como seu director de alimentos e bebidas…”.


Fiquei na duvida se não o deveria ter feito... limitei-me a sorrir (argumentando, cobardemente, que as decisões de contratação não passavam por mim) e prometi que em Janeiro, quando começassemos a pensar naquela área comercial, lhe telefonaria para discutirmos novamente o assunto. Acho que nessa reunião vou aprender ainda mais.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Noticias


“Mande notícias do mundo de lá, diz quem fica
Me de um abraço, venha me apertar
Tou chegando…”
http://www.youtube.com/watch?v=Pzt-4W0l9cU

O Milton Nascimento disse que a vida se resumia a uma plataforma de estação. Repete-se, tem gente que vem e quer voltar, gente que vai e quer ficar, gente a sorrir e a chorar… disse que chegar e partir são só dois lados da mesma viagem…

lindo, não é? É… mas antes e depois da estação há a distância e esta tem muito que se lhe diga. Desde os meus tempos de Brasil, e por razões diversas, assumi que “La distancia no es si no nos vemos… es si no volvemos”. Hoje, tal como naquela altura, acredito que existem mil e uma formas de trazer o comboio de volta à plataforma de estação de que falava o Milton. Uma viagem pode demorar mais ou menos tempo mas há meios de fazer o transporte chegar antes. O blogue é um desses meios.

Por razões de distância, toda a família se tem envolvido a criar e a escrever nos seus respectivos blogues. Controlamos tudo o que escrevem uns, inscrevemo-nos como seguidores, deliramos quando recebemos avisos de mensagem em busca de notícias, fotos ou comentários. Numa frase: procuramos ter o comboio de volta.

Gostaria que esta moda fosse mais antiga. Seria bom ter blogues das avós contando histórias sobre a sua vida, a dos seus antepassados e, como não, sobre nós. Reler um blogue do meu pai nem que fosse para ter novamente aquelas histórias que ouvimos, uma e outra vez, à mesa da sala de jantar (como a da malassada na procissão de São Pedro, a do “Ah Tia, Melinho…” e as trezentas mil de Coimbra – estas cortadas por risadas compulsivas e ataques de tosse severos...). Seria bom. A blogosfera ficaria entupida com tanta coisa para contar e discutir, inundada com tanta recordação, coberta de saudade… mas nós teríamos o comboio de volta e a estação cheia.

No espaço de 15 minutos recebi noticias de Kabul - http://teoriadofole.blogspot.com/ e de Lisboa - http://x-em-quando.blogspot.com/ . Sei que sou a pessoa com mais sorte do mundo e que estou na plataforma certa. Agora é só apanhar o comboio mais vezes. Tou chegando….