quinta-feira, 23 de julho de 2009

Dezoito



Homenagem aos dois do 18 de Maio (por ordem de chegada).

O Antonio é uma espécie de embaixador, no presente, das civilizações antigas. Sempre que pode relembra-nos a importancia que têm, no nosso dia a dia, os feitos daqueles heróis, Deuses e até comuns mortais. Por isso, e porque nas homenagens convem trazer algo de que o homeageado goste (e eu ainda não estou inspirado o suficiente para falar sobre o Noddy para o Kiko..) lá fui ver que festejos haveria, na época dos antigos, para esta data. Consultei a enciclopedia dos tempos modernos e lá vi que neste mesmo dia, a 18 de Maio, festejava-se o Deus Pan.

Pan tornou-se símbolo do mundo pagão por ser associado à natureza e simbolizar o universo. Em Roma era conhecido como Lupércio, Deus dos pastores, e foi associado à caverna onde Romulo e Remo foram amamentados por uma loba. Os sacerdotes que o cultuavam vestiam-se de pele de bode.

Pan apaixonou-se pela ninfa Arcadiana Syrinx (lindo nome para um gato...), que rejeitou com desdém o seu amor, recusando-se a aceitá-lo como seu amante pelo facto de ele não ser nem homem, nem bode (compreende-se, qualquer mulher faria o mesmo).

Pan então perseguiu-a mas Syrinx, ao chegar à margem do rio Ladon, viu que já não tinha possibilidade de fuga e pediu às ninfas dos rios - as Náiades - que mudassem a sua forma (aqui está um nome simpático para uma criança... Náiade Cristina, Vanessa Náiade). Estas, ouvindo as suas preces, transformam-na num bambu. Quando Pan a alcançou, quis agarrá-la mas viu que não havia nada excepto o bambu e o som que o ar produzia ao atravessá-lo.
Ao ouvir este som Pan ficou encantado, esqueceu a infeliz da Syrinx (que a esta hora, se não fosse medrosa e se tivesse deixado apanhar, estaria casada e confortavelmente instalada na gruta do Romulo e Remo...) e resolveu então juntar bambus de diferentes tamanhos, inventando um instrumento musical ao qual chamou syrinx, em honra à ninfa. Este instrumento musical é conhecido mais pelo nome de Flauta de Pan, em honra ao próprio deus.

Hoje em dia as Flautas de Pan são também conhecidas por ser o instrumento principal daqueles grupos de indios (normalmente Peruanos...) que se instalam com uma parafernalia imensa (instrumentos, amplificadores, microfones, plumas e machados) no centro de qualquer cidade do Mundo e se dedicam a tocar versões ininterruptas de "O condor passa..." ou a musica do Titanic versão flauta de Pan.
E tudo por causa do bode, da Syrinx e das Náiades Cristinas... Brutal.
O que é certo é que esta história só me leva a dar razão total e absoluta ao António: as civilizações antigas estão mesmo no nosso dia a dia. O meu sobrinho é o maior!

1 comentário:

  1. sempre a aprender e a considerar o António...
    abraço a todos....
    de onde virão as "Pan-quecas"?lol

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